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blog´s burger :o)

Fast Food de idéias!

Domingo, Janeiro 22, 2006

A Frete

Cansado de sofrer com as mazelas de ter um blog hospedado neste maldito servidor, tomei uma resolução que já houvera sido por demais postergada. O Blogger BR já levou-me textos e template, mas não levará minha dignidade!
Esse blog mudou de endereço.
Não se faça de rogado e clique AQUI para acessar a nova página.

Pára de preguiça que isso não é de Deus! CLIQUE AQUI para acessar o Blog´s Burger Reloded.

Você tem mais uma chance. CLICA PESTE!

Deixa eu ir que a kombi já está parada aqui na frente para levar as coisas. Mudança que se preste, tem que ter Kombi e coisas quebradas!
:o)

.: posted by lipeburger 12:50 PM


Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

O Super dotado

A finalização do novo filme do Superman (Superman Returns) ao que parece, vai dar trabalho. Dizem as más línguas (ou boas, dependendo do ângulo) que Brandon Routh, o novato escolhido para viver o herói, teria um super-pinto. Ao menos, isso pode ser a prova de que não fizeram os tradicionais e um tanto quanto mitológicos testes de sofá. Quer dizer, ou fizeram...

O fato é que o "super-poder" do ator estaria marcando muito a sunguinha vermelha e o filme teria que ser retocado frame a frame (cada segundo de filme tem 24 quadros). Isso mesmo, vão castrar digitalmente o pobre do super-herói. Quase uma circuncisão digital! O que afinal, é uma bobeira, pois se um sujeito tem super-poderes, não haveria de ter também um super-falo?

Ai está a foto do supostamente hiper-dotado ator.
Acalmem-se porque a foto é de rosto, pois esse ainda é um blog de respeito.


Brandon Routh, o pintudo, digo, sortudo que viverá o novo Superman na telona.

:o)

.: posted by lipeburger 5:54 PM


Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

Mercado religioso aquecido

Em uma dessas investidas para prospecção de fiéis, um grupo de crentes senhoras bateu à porta de uma amiga minha. Cada religião tem lá sua estratégia mercadológica para aumentar seu rebanho.

Para os espíritas, basta pisar em um centro e logo vem alguém lhe dizer que você tem uma mediunidade que precisa urgentemente ser desenvolvida. Affe!

Os católicos coitados, ao verem seu share (participação no mercado) despencar rapidamente, perceberam que não bastava mais somente batizar os bebês. Em tempos de concorrência forte, além de prospecção há que se praticar também a retenção dos clientes, digo, dos fiéis. Por isso, os padres danaram a pular de um lado para o outro com gestos coreografados e cantar musiquinhas. As missas ficaram bem parecidas com os cultos dos rivais cristãos evangélicos neo-petencostais. Se não pode vencê-los, junte-se a eles!

Mas quem pratica retenção mesmo (além das operadoras de telefonia móvel) são as religiões de origem africana. Se você sair, a entidade te persegue e arruína sua vida e até te mata (no caso das operadoras, a entidade é o tal contrato onde você vende sua alma por um celular com câmera a preços ilusórios).

Tem também os Testemunha de Jeová, que entregam aquela revistinha gratuita que custa R$ 2,00. É contribuição, não é preço. Como é mesmo o nome? Sentinela, eu acho.

Os evangélicos são muito diversificados devido ao grande número de denominações. A estratégia desse grupo de senhoras, em particular, era a de perguntar de sopetão "você conhece Jesus?". Assustar mesmo.
A prospect (no caso, minha amiga) abriu a porta e não deu outra:

_Pois não - percebendo a situação, fez-se de dissimulada.

_Boa tarde, minha filha. Você conhece a Jesus? - falou a mulher com voz rouca e intimidante, abraçada a uma grande bíblia com letras douradas. Atrás dela, outras duas seguravam montes gigantescos dos já tradicionais panfletos com fotos de flor, enquanto a fitavam com olhos um tanto quanto apavorantes.

A menina ficou surpresa. Elas não poderiam simplesmente colocar os panfletos na caixa de correio - perguntava-se. Odiava morar em beira de rua. Sempre reclamava com seus pais, pois se morassem em apartamento, isso não aconteceria. Já atendera 3 pedintes aquele dia. E agora mais essa? E uma delas estava com blusão de javanesa estampado de bege com lilás! Que ultraje! Foi então que ela resolveu fazer-se de desentendida. Coçou o queixo e com uma cara de interrogação, respondeu:

_J-e-s-u-s...Je-sus?...gente...

As senhoras permaneciam olhando-a atentamente e pareciam estarem um pouco surpresas com sua reação. Ela prosseguiu com a auto-indagação proposital.

_Jesus? Hummmm. Já ouvi esse nome...Ele estudou no Salesianos? - ela prosseguiu - Sou ótima fisionomista, mas de nome eu sou péssima - responde ela, olhando para o alto, como quem faz muito esforço para se lembrar.

Elas saíram batidas e apavoradas com tamanha blasfêmia. Uma deixou escapar algo como "isso é o demônio agindo". Da janela ela avistou as senhoras que permaneciam ainda nos arredores da casa, com as mãos levantadas, provavelmente pedindo que Deus a perdoasse pela brincadeira. Ao menos, elas passaram a deixar os panfletos na caixinha de correio, ao menos uns quinze por dia, mas antes a superlotação de papel que o embate direto.

É inevitável. Quanto mais se investe nessas formas de confrontar o cliente diretamente, mais ele cria rejeições em relação ao produto. A não ser claro, as banquinhas de supermercado. Todos adoramos amostras, nem somos americanos, mas adoramos.

:o)

.: posted by lipeburger 2:19 PM


Domingo, Janeiro 08, 2006

Roupa Íntima
Tão íntima que dá até conselho


Estou totalmente entregue à bolacha água e sal, aos legumes, aos legumes e também aos legumes. A única coisa que tenho sentido é uma leve confusão mental por conta das superdoses de aspartame. Nada demais, por sinal, e a dieta transcorre sem muitos problemas.

Algo havia de ser feito mesmo, uma hora ou outra. São 10 quilos a mais angariados em doses homeopáticas. Você ganha um quilo aqui e não vê problema porque "semana que vem você perde fácil". Várias semanas se passaram e além de não perder o tal quilinho, você ganhou outros.

Cerveja, petisco, pizza, coca-cola, almoço de mãe, almoço de mãe dos outros, semana estressante, semana relaxante... Tudo é motivo para ganhar mais um ou dois quilos e deixar pra lá essa história de fazer dieta.

Eis que um dia suas cuecas parecem estar um pouco estranhas. "Mas como, se ontem elas pareciam caber tão direitinho" - você se pergunta espantado. Sua cueca se transformou em um cruel agente divino que veio cobrar a dolorosa (literalmente) conta dos meses de desleixo. Não há como fugir, ou você cobre toda sua bunda deixando o seu pinto meio embolado, equilibrando-se em um restinho de pano; ou mantém seu pinto seguro na plenitude da cueca deixando metade de sua bunda de fora roçando na calça jeans.

A vida é cruel mesmo! Vou ali beber três copos d¿ água e fumar um cigarro pra enganar a fome.
:o)

.: posted by lipeburger 7:56 PM


Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Como esmigalhar sua auto-estima perante uma barata

Em uma dessas últimas noites do ano, varando a madrugada com uma das últimas insônias do ano, resolvi descer para tomar um copo de Ades (minha paixão incondicional). Chegando a cozinha, um reluzente pacote fechado de pão de forma capturou-me o olhar. Sou dessas pessoas que não pode ver um pacote fechado, seja lá do que for. Nada já antes aberto me seduz muito.

Deve ser coisa de filho caçula querer sempre ser o primeiro a abrir as coisas. Quando criança, eu abria todos os pacotes de biscoito e comia somente um ou dois. Eles acabavam ficando moles e papai esquentava-me o rabo com uma chinelada!

...

Voltemos ao maldito e "engordativo" pacote de pão de forma aterrissado em plena mesa da cozinha. Decidi comer uma fatia. Uma e não duas. Duas fatias pressupõem a acomodação de coisas (mais "engordação") no meio, o que caracterizaria um sanduíche. E comer um sanduíche já se tornaria um grande desvio do meu propósito original de beber Ades (maravilha). E preciso exercitar essa história de me manter fiel aos meus propósitos. Creio que os melhores exercícios para isso são as coisas do dia-a-dia, principalmente as que envolvem deliciosas calorias.

Peguei a maldita fatia de pão e, enquanto estava tentando me convencer de que uma fina camada de requeijão não engordaria tanto assim, avistei uma barata. Lá estava ela, sorrateira a desfilar por minha cozinha.

Não era das maiores, mas ela tinha um certo ar de soberba que me incomodou um pouco. O descontentamento deve ser pelo fato de que ninguém espera companhia de um inseto quando está decidindo uma coisa tão importante quanto passar ou não requeijão no pão.

Muito lentamente, para não assustar minha ilustre intrusa, fiz a menção intuitiva de pegar meu chinelo. Há dois tipos de pessoas quando estamos falando de baratas. As que procuram imediatamente um chinelo e as que procuram um banco e gritam por socorro. Faço parte do primeiro grupo, a título de esclarecimento pedagógico.

Teria sido tudo perfeito se eu não estivesse descalço. E claro que você nunca pensa em encarar uma barata descalço, digo, não existe um plano B para isso, certo?

Olhei ao redor e a organização de minha mãe nunca me pareceu tão inoportuna. Nada estava fora de seu lugar, tudinho estrategicamente guardado. Pensei em pegar alguma panela, mas não seria nada agradável ter de lavar louça com uma barata esmigalhada depois. Afinal, ainda pretendia conseguir dormir aquela noite. E teria também que cruzar toda a cozinha, o que afugentaria minha presa.

"O jornal...na sala" - pensei. "Eu sou mesmo um gênio!"

E foi na ponta de meus desnudos pés que fui até lá procurar o jornal. Sempre há muitos jornais na sala. Ficam acumulados lá exemplares de três ou quatro dias consecutivos, até que alguém os recolha para que virem depositório de cocô de cachorro (perdoem-me amigos jornalistas). Nessa noite não havia nenhum. Nem uma folhinha de classificado ou Revista de Promoção das Casas Bahia. Nada!

Ao voltar para a cozinha, encarei novamente minha adversária, que há essa hora já me olhava ostentando brados de vitória. Não me lembro bem qual foi o momento exato e nem a razão que me levou a fazer uma coisa dessas. Só sei que em questão de segundos, eu estava correndo atrás da barata, sentando nela vários golpes com uma fatia de pão de forma (ao menos sem requeijão). Ela nem mesmo se abalou muito. Só fez foi ir embora e provavelmente contar para as suas colegas baratinhas que agora havia muito pão espalhado por todo lugar. ÊEEEE - já posso ouvir os gritos de felicidade da comunidade. Deve ter contado também que não há perigo, pois o dono da cozinha em questão é um idiota.

Fui para a cama pensar em como pude ter batido em uma barata com uma fatia de pão de forma. Apenas me recordo do último feixe de pensamento antes de pegar no sono. Algo como:

"Se pelo menos fosse um aipo...preciso comer mais aipo!"

.: posted by lipeburger 2:05 AM